Uma das questões mais relevantes do mercado segurador, neste ano que se inicia, será o market share das principais companhias de seguros.
O estreitamento da concorrência entre não mais que dez grupos desencadeiará uma feroz busca por participação de mercado, que se dará de forma tradicional, por fusões, aquisições e de forma mais moderada, por busca de novos mercados e canais alternativos. Competição não é a virtude deste mercado oligopolizado.
A não tão surpreendente saída de milhares de corretores do mercado de seguros, identificada no recadastramento obrigatório, vai propiciar um melhor mapeamento e interação da índústria de seguros com a distribuição. O grande problema é a concentração das operações por escala, fomentada de forma perversa pelas seguradoras e que inviabiliza a maioria destes profissionais, representando um grande problema de longo prazo, uma vez que o desistímulo financeiro e operacional tende a cada vez mais reduzir este canal de distribuição, consequentemente a capilarização.
Na ponta do consumo, os clientes podem esperar um aumento substancial nas cotações de seus seguros, tanto pelo aumento da sinistralidade, como pela perda de eficiência do setor, aliado ao fato que a situação de crise mundial, que o país deve sentir com mais clareza já nos primeiros dias do ano, deve afetar a disposição de investimento no setor, que acompanha o desempenho econômico, portanto, esperando-se um decréscimo nas operações de modo geral e desistimulando investimentos estruturais. Demissões na indústria de seguros serão inevitáveis.
Com crescimento nos últimos anos bem acima dos outros segmentos, o mercado de seguros sentirá uma forte retração ao longo dos próximos dois anos e demandará uma regulação mais eficiente nas relações de consumo, tanto na precificação quanto no atendimento, que vem deixando a desejar, dado o alto número de ações na justiça e demandas nos órgãos de consumo.
Um ano que vai requerer reestruturação, reposicionamento e muito trabalho para os profissionais das seguradoras e corretores de seguros que no mercado permanecerem.
Luis Stefano Grigolin
domingo, 28 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
A função social da Ancoras Brasil
Os corretores e agentes de seguros necessitam de um organismo que possa de forma independente, isenta e fundamentada na decisão de maioria, interpor resistência à dominação do mercado, notadamente da comercialização de seguros, por seguradoras e corretoras de seguros não comprometidas com o futuro da nossa categoria.
A estrutura convencional de representação de classe pelos meios sindicais está inoperante e ligada a estrutura patronal dos seguradores, de forma a descaracterizar a defesa institucional da classe, que deve ser independente, não obstante convergente nos aspectos macros. Não naqueles fundamentais à nossa sobrevivência enquanto categoria.
Como forma de resistência organizada à este estado de coisas que começa a fugir do controle, o que se indica é a atuação paralela nos interesses da defesa institucional e de associados comprometidos com os seus próprios negócios, frente a uma série de ilegalidades à qual estamos submetidos.
Além deste principal objetivo, a construção de intercâmbio e troca de conhecimentos, a organização de núcleos de desenvolvimento regionalizados, a constante atualização de conhecimentos de normas, processos e produtos, assim como o desenvolvimento de ferramentas de otimização no desempenho da profissão, completam o quadro de objetivos da sociedade.
A pluralidade e a transparência são elementos fundamentais na organização de qualquer sociedade, assim como os seus propósitos e a seriedade dos seus componentes quanto aos objetivos sociais.
Cria-se portanto uma via alternativa aos canais tradicionais de representatividade, tendo-se em mente que representatividade são os próprios integrantes da classe que determinan, através de sua participação e apoio. Quanto maior o engajamento, maior a nossa força.
Abre-se o caminho para uma nova luta sem os vícios inerentes ao sindicalismo brasileiro, tão conhecidos de todos, tão combatido e de tão resistente corporativismo de poucos!
Luis Stefano Grigolin
A estrutura convencional de representação de classe pelos meios sindicais está inoperante e ligada a estrutura patronal dos seguradores, de forma a descaracterizar a defesa institucional da classe, que deve ser independente, não obstante convergente nos aspectos macros. Não naqueles fundamentais à nossa sobrevivência enquanto categoria.
Como forma de resistência organizada à este estado de coisas que começa a fugir do controle, o que se indica é a atuação paralela nos interesses da defesa institucional e de associados comprometidos com os seus próprios negócios, frente a uma série de ilegalidades à qual estamos submetidos.
Além deste principal objetivo, a construção de intercâmbio e troca de conhecimentos, a organização de núcleos de desenvolvimento regionalizados, a constante atualização de conhecimentos de normas, processos e produtos, assim como o desenvolvimento de ferramentas de otimização no desempenho da profissão, completam o quadro de objetivos da sociedade.
A pluralidade e a transparência são elementos fundamentais na organização de qualquer sociedade, assim como os seus propósitos e a seriedade dos seus componentes quanto aos objetivos sociais.
Cria-se portanto uma via alternativa aos canais tradicionais de representatividade, tendo-se em mente que representatividade são os próprios integrantes da classe que determinan, através de sua participação e apoio. Quanto maior o engajamento, maior a nossa força.
Abre-se o caminho para uma nova luta sem os vícios inerentes ao sindicalismo brasileiro, tão conhecidos de todos, tão combatido e de tão resistente corporativismo de poucos!
Luis Stefano Grigolin
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